Check up

Como falei no post anterior aos poucos estou voltando a cuidar de mim. Os últimos 4 anos tiveram mudanças impactantes na minha vida: mudança internacional, casamento, mudança de carreira, gravidez, cuidar de um filho sozinha por 2 anos, cuidar de casa. O resultado: eu nem de perto consegui me dar a devida atenção que eu dava antes.

E este ano resolvi dar um basta nisso e voltar a me cuidar. Assumo, todo dia eu acordo e tenho que me lembrar de me priorizar. Não tendo muito tempo disponível para fazer a quantidade de coisas que eu tenho que fazer eu posso falar: é difícil! É difícil pra mim, perfeccionista, mão na massa ter que deixar alguns pratinhos caírem. Mas não posso mais deixar o MEU pratinho cair.

Como falei, todo dia tem a Golden hour. Ontem eu dediquei a minha hora do dia à uma coisa que não é prazeirosa, nem divertida, mas é importante: o meu check up anual com o Family Doctor.

Por que estou escrevendo sobre o meu check up anual? Primeiro para lembrar que não existe ativo maior que nossa saúde. Que sem saúde a gente não consegue atingir nenhum dos objetivos que traçamos, sem saúde não tem como realizar nenhum sonho!

Não espere ter algum problema de saúde para procurar um médico. Não esqueça de levar sua máquina para uma revisão anual, ver se tem que trocar algum óleo ou apertar algum parafuso, afinal é melhor fazer alguns ajustes preventivos na oficina do que ter um carro pifado no meio da rua, não é mesmo?

Mas também estou escrevendo porque algumas perguntas que o médico fez me chamaram muito a atenção:

– Você faz parte de algum grupo de convívio, como clube de esportes, igreja?

– Quantas vezes por semana você fala com amigos ou familiares ao telefone?

– Quantas vezes por semana você socializa com amigos ou parentes?

– Como é a sua ingestão de bebida alcoólica?

– Como você dorme? Qual é a qualidade do seu sono?

– Você sente dores musculares?

– Quantas vezes por semana pratica algum exercício físico?

– Como está o seu relacionamento com o seu marido?

– Ingere 3 litros de água por dia?

Parecem perguntas bobas, coisas que deveríamos ter em nossa agenda em nosso dia-a-dia, mas sendo mãe de criança pequena, fora de seu país, longe dos amigos e família, sendo dona de casa, atividade que é intensa, estressante, que não tem convívio social como se tem no escritório, tendo pouca tempo disponível para fazer tanta coisa é fácil não dar a devida atenção para essas coisas.

Então, ontem à noite fiz uma reflexão: qual a importância que você dá para um café com uma amiga? Muita gente pode achar isso uma besteira. Podem achar que você é uma irresponsável por deixar a casa de lado pra ficar de papo-furado com amiguinhas. A verdade é que esse café é exatamente a melhor pílula para cuidar da sua sanidade mental. É o melhor remédio contra stress, dores musculares e estafa.

“Fulana é uma dondoca e vai a academia todo dia!” Essa fulana não é uma dondoca, ela é uma mulher esperta que está cuidando das suas juntas, da sua circulação, dos seus níveis de colesterol, de cortisol, endorfina e serotonina, cuidando do seu coração, garantindo que ela estará bem fisicamente e emocionalmente para a sua família.

Quando ele me perguntou sobre a ingestão de álcool eu me dei conta que não estou bebendo nada! Me perguntei onde está aquela Karen que sempre apreciou um bom vinho? Por que eu não posso tomar uma taça com meu marido depois que meu filho dorme? Revisitei um pouco a minha parte de diversão, acho que eu deveria me divertir e relaxar um pouquinho mais.

Refleti que essas perguntas só reforçaram a importância do ME time, da priorização do meu ser, do que é importante pra mim como indivíduo.

Além de pedir exames o médico recomendou beber mais água e praticar yoga (mais uma vez, onde está aquela Karen viciada em Ashtanga?). Saí de lá com o dever de casa de dar uma trabalhada na minha agenda pessoal e de rever minhas rotinas domésticas de forma que ainda sobre mais tempo para mim.

E você que é mãe fora do Brasil? Como tem cuidado da sua saúde física, espiritual e mental?

Um comentário em “Check up

  1. Kaká,
    Adorei seu texto! E sei bem o que você está passando pois passo pelo mesmo. Depois que vim morar no Canada meu conceito de “não ter tempo” mudou completamente. Hoje não tenho tempo para absolutamente nada as vezes não consigo nem mandar mensagem para as amigas no WhatsApp. As perguntas do seu médico parecem ser para checar se existe alguma depressão que deve ser comum em pessoas imigrantes. A correria do dia a dia nos faz ir fazendo tudo no automático e assim a vida passa. Temos que fazer uma lista de prioridades e realmente ficar mais atentas a nossa saúde física e mental.
    Beijos

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