A gente esquece

Finalmente terminei os posts sobre o Enxoval de Bebê. Sei que para alguns este assunto é interessantíssimo, mas para outros estava um saco… rsrsrs Mas eu achei importante registrar tudo aqui, até porque, daqui a pouquinho eu sei que vou ter esquecido de tudo isso…

Sim, porque a gente esquece… Este período inicial da maternidade é uma curva de aprendizado absurda. Aprender em um curto espaço de tempo sobre tantos produtos, sobre parto, sobre lactação, passar pelos estágios tanto físico quanto emocional do pós parto, as mudanças bruscas de rotina, a privação de sono, de comer uma comida quentinha, a privação de ser quem você era e a transformação do novo ser. É uma loucura! E te garanto que para a mamãe expatriada, que está fora de seu ninho, longe da família e dos amigos é ainda mais dramático.

Mas essa loucura passa. E, como dizem, depois das tempestades vem o sol. Não que a chegada de um bebê na família seja uma coisa ruim, longe disso. Mas é pesado, é difícil. Você tem tantos sentimentos antagônicos… Você olha para aquele serzinho que precisa de você pra tudo com um amor que você nunca nem imaginou que pudesse existir, mas daqui a 3 horas, quando são 3 da manhã e você está na sua segunda semana sem dormir e aquele bebê só quer a mãe, não para de chorar, você chega a ter raiva dele. Logo em seguida você é tomada por um sentimento de culpa. Como puder ter raiva do ser que mais amo no mundo??? Você passa por 3 sentimentos totalmente diferentes em questão de minutos. Sim, você pode ter raiva dele porque ele está virando o seu mundo de cabeça pra baixo, porque ele está, literalmente, te torturando com o método chamado privação de sono, está te tirando da sua zona de conforto, está te levando muito além dos seus limites, você dá tudo de si, mas ele quer mais um pouco. Porque você já tinha uma vida, e você está sentindo falta dela. Mas aquele serzinho só tem você. E ele quer você 24 horas por dia. O corpo da mãe foi a sua casinha 24 horas por dia até o momento de seu nascimento, ele não conhecia nada além dos barulhos do corpo da mãe, dos batimentos cardíacos dela, do fluxo do sangue dela, do cheiro do corpo dela, do gosto da comida que ela come… Então só com a mãe ele se sente seguro. E isso é difícil, mas ao mesmo tempo é único, é muito bom.

E eu sei que eu vou esquecer esses momentos difíceis. A natureza é sábia. Se o ser humano não esquecesse esses momentos difíceis, não teria outros filhos. A única coisa que a gente lembra é do amor que inunda a gente, do abraço, do cheirinho do bebê, da mãozinha, do sorriso…

Agora que terminei todos os posts de enxoval, vou começar a misturar um pouquinho dos assuntos que quero abordar aqui no blog. Vou falar um pouquinho do meu presente, sobre ser mãe de um toddler, mas em alguns momentos vou voltar atrás e falar de vários assuntos que eu queria registrar aqui, desde a minha mudança, incluindo o preparo para a maternidade, viagens, casamento, etc. 😉

 

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