Feliz Vida às Mães

Está vendo essa minha carinha de paz e serenidade? Por trás dela existem tantas preocupações, horas na cozinha, idas e vindas ao mercado, muita laundry por fazer, uma agenda lotada, imensas TO DO lists, noites em claro, saudade de ter um pouquinho de tempo livre, de passar mais tempo com as amigas e principalmente de se cuidar e de relaxar.

O segundo domingo de maio é para celebrar o dia das mães, mas parece que esta data é focada apenas no comércio. Conversando com o meu grupo de amigas mães o dia das mães foi um dia como outro qualquer. No grupo de mães do Facebook muitas comentaram que foi um dia horrível, que não ganharam presentes, não se sentem reconhecidas ou que a família ineira foi almoçar na residência delas só para alimentar o filho com porcarias, comer toda a comida da casa e ter que voltar mais cedo ao mercado para repor a dispensa e ainda limpar o rastro de louças sujas e bagunça que deixaram pela casa.

Agora que sou mãe de um humano (sim, porque por muitos anos fui mãe apenas de cachorros), eu vejo como a sociedade não está preparada pra abraçar aquela nova mãe ou para dar as devidas boas-vindas à próxima geração.

Quando a mulher está grávida ela recebe todas as atenções. Depois que o bebê nasce, ela deixa de ser o centro das atenções. Todo mundo vai visitar na maternidade e leva presente para o bebê. Quem leva presentes pra mãe?

Quando nasce um bebê, nasce também uma nova mulher, uma mãe. E esta nova mulher necessita de cuidados e carinho tanto quanto o bebê. Todo mundo pensa em ajudar com o bebê, mas quem precisa de ajuda é a mãe, é a casa, é o pai. A mãe se vira com o bebê, mas para isso ela precisa estar descansada, bem alimentada, sem preocupações com a casa, com os filhos mais velhos, com o marido, com os cachorros… A mãe também precisa de colo. A mãe precisa de uma mãe. A mãe precisa de acalento nessas horas, e muitas não tem. No nosso caso, mamães expatriadas a situação ainda é mais difícil por causa da distância física dos amigos e da família.

Eu gostaria que todas as mães tivessem uma rede de apoio, alguém para segurar o bebê no colo por 20 minutos e falasse baixinho no ouvido “vai tomar um banho gostoso, com calma”, alguém para tirar a louça da máquina de lavar louça, para dobrar as roupas e colocar de volta no lugar certinho, para levar comidinha para ela quando ela estiver imóvel por uma hora no sofá esperando a cria terminar a soneca que só tira no calor do corpo da mãe.

Eu gostaria que as mães fossem menos julgadas, que tivessem mais amigas mães, que o cabelereiro pudesse ir em casa um dia fazer um corte de cabelo, que a amiga viesse em casa para fazer as unhas da nova mãe. Que uma vila se forme ao redor daquele bebê para que a nova mãe faça deste momento uma coisa maravilhosa, não se depare com um depressão pós parto, por isolamento, por ansiedade de não poder botar a casa em dia, por cobranças de estar com a barriga tanquinho no Instagram apenas 2 meses após dar à luz.

Eu gostaria que aquela mãe recebesse segurança e se sentisse feliz para poder se doar 120% para aquele bebê e ainda ter muita energia para mais.

Eu gostaria que TODAS as mães tivessem uma vida feliz e não apenas um domingo de maio.

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