A Mudança estava ficando mais próxima do que eu imaginava

Estávamos juntos há quase um ano e eu estava curtindo muito o meu namoro, super feliz e tranquila, pois o Mark havia pego um cargo novo um pouco depois que começamos a namorar, o que significava que ele ficaria mais uns 3 ou 4 anos no Brasil. Eu tinha muito tempo antes de pensar em mudança.

Mas em meados de 2014 as coisas começaram a mudar. O cenário político e econômico do Brasil começou a ficar desfavorável para as empresas da indústrias de petróleo. Com o interesse da Dilma em se reeleger, alguns projetos nossos ficaram parados, a possibilidade de operarmos no pre-sal era nula. Foi uma época triste. Começamos a ver muita gente sendo desempregada e sabíamos que esta situação ia impactar a gente de alguma maneira.

Começamos a ficar nervosos, a incerteza era grande. Um dia o Mark estava tão tenso que não falou uma palavra no jantar. Eu senti que ele temia ser enviado para outro país e eu não ir com ele e fui direto ao assunto. Ele confirmou que estava nervoso por causa disso. Foi quando eu contei para ele que eu iria com ele, que eu tinha tomado esta decisão antes de começar o relacionamento, como já contei em um post anterior. Ele ficou aliviado. Mas eu fiz um pedido: para evitar países em guerra ou em religiões muito restritas à mulheres. Sempre fui muito independente, sabia do risco de em algum momento ficar dependente financeiramente dele, o que seria muito difícil pra mim, mas eu não teria a capacidade de ficar inteiramente dependente, só podendo sair de casa com um marido do lado, por causa de outras culturas tão diferentes da nossa.

Pensamos em possíveis cenários e o Mark até pensou na possibilidade de trabalhar embarcado, assim não seria necessário eu sair do Brasil. Mas pra mim não faria o menor sentido. Ele poderia ficar 28 dias embarcado e depois 28 dias em casa, só que nesses 28 dias que ele estivesse em casa, eu estaria trabalhando, então estaríamos juntos apenas nos fins de semana, ou seja ficaríamos juntos uns 8 dias em um período de 2 meses. Eu não queria um relacionamento assim, a não ser que não tivessemos outra opção.

Passamos alguns meses em alerta, aguardando as decisões a serem tomadas pela empresa. Foi aí que eu comecei a sair da minha zona de conforto.

 

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